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Governo de São Paulo lança o ´salariômetro´

Após criar o Termômetro Nacional do Emprego, ferramenta online que busca traduzir as chances de o desempregado conseguir um emprego, a Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (Sert) de São Paulo lançou nesta quarta-feira (24/02) o “salariômetro“.

A ferramenta online calcula a remuneração média das ocupações em todos os estados brasileiros, permitindo que o trabalhador saiba o salário médio de pessoas com perfil parecido com o dele, e que empresas pesquisem a remuneração paga por outros empregadores. No estado de São Paulo calculará também o salário médio por região e por município.

Clique aqui para acessar a ferramenta

De acordo com o secretário estadual do Trabalho de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, assim como o Termômetro Nacional do Emprego, o salariômetro foi desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP).

O objetivo é mostrar ao trabalhador o salário pago para o cargo que ele procura em diferentes regiões brasileiras.

Ao acessar o link, o candidato deve informar a ocupação, estado, faixa etária, cor, gênero, escolaridade e setor.

Termômetro Nacional do Emprego

Além de dizer a probabilidade de um desempregado conseguir uma colocação, o Termômetro Nacional do Emprego informa o salário que o trabalhador poderá ganhar de acordo com o perfil da busca. O sistema aponta os dados para as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador.

O intuito da ferramenta é, segundo Afif, estimular o desempregado a se empenhar na procura pelo emprego. “O que ajuda o trabalhador a conseguir um emprego é o Emprega São Paulo [sistema on-line de intermediação de mão-de-obra]”, disse.

Segundo Afif, o Termômetro Nacional do Emprego traduz ao desempregado as possibilidades de ele conseguir um emprego e, se ele descobrir por meio da ferramenta que tem poucas chances de arrumar emprego, o trabalhador deve tomar o dado como estímulo e aumentar sua procura por uma colocação. De acordo com ele, quanto mais tempo o desempregado busca uma vaga no mercado, mais chances ele tem de conseguir uma colocação.

O sistema é genérico e não traz ao desempregado informações específicas sobre a área de atuação, por exemplo. Não é possível saber as probabilidades de contratação de acordo com a profissão do desempregado, somente segundo o grau de escolaridade. Além disso, o sistema não traz informações de todos os estados brasileiros.

O secretário explicou que não é possível especificar profissão e a área de atuação do desempregado porque as limitações do sistema correspondem aos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo ele, os campos de preenchimento do formulário também correspondem aos dados da PME.

As perguntas do formulário são: nome ou apelido, idade, sexo, cor/raça, escolaridade, estado civil, se tem filho com menos de seis anos de idade, total de moradores no domicílio, renda familiar, se é responsável pelo domicílio, se já trabalhou, há quanto tempo procura trabalho, quantas horas semanais está disposto a dedicar ao novo trabalho e em qual das seis regiões metropolitanas quer fazer a pesquisa.

Para descobrir a probabilidade de achar um emprego, o interessado deve acessar o site www.termometrodoemprego.sp.gov.br e preencher as perguntas do formulário.

O Termômetro Nacional do Emprego traz ao usuário um resultado na forma de percentagem, que vai de 0% a 100% de chances de encontrar um emprego.
É possível conseguir a resposta se o candidato estiver procurando emprego há 30, 60 dias ou 90 dias.

Além do fator do candidato, o Termômetro também informa a percentagem média nacional e regional. Assim, de acordo com a secretaria, o candidato pode fazer comparações em relação aos demais candidatos.

Exemplo

De acordo com um simulado feito no Termômetro pelo G1, uma mulher branca, com 26 anos, ensino médio completo, casada e com filhos menores de seis anos tem 12% de chances de encontrar um emprego no primeiro mês de procura na região metropolitana de São Paulo. Essa mulher, segundo o sistema, deve esperar ganhar de R$ 505 a R$ 1.028 com carteira assinada e de R$ 370 a R$ 774 sem registro em carteira.Fonte EPTV(032010)

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